A publicidade é o principal caminho para tornar esse processo de comunicação mais empático e próximo do consumidor, construindo uma relação mais amigável. E é onde o neuromarketing pode ser utilizado.

Na prática…

É a junção da neurociência, uma das áreas de estudo da psicologia e medicina, com o marketing, transformando não só a forma de vender, mas também analisar de maneira inovadora o impacto da publicidade, do design, do branding inovador da marca e da comunicação ao cliente, estudando a psicologia do consumo.

Segundo Roger Dooley, neurocientista americano, o neuromarketing é estudar a imagem cerebral do consumidor quando o mesmo responde aos estímulos da publicidade e do marketing. A partir desse estudo, é possível ter maior clareza do desejo do cliente a um produto novo, um engajamento digital com a empresa.

O impacto da emoção no consumidor

Envolver as pessoas em uma campanha de marketing através da publicidade ou outro meio de comunicação, utilizando gatilhos emotivos desperta nelas um fator decisivo para a compra: a tomada de decisão. Optar por um ou outro produto ou serviço específico faz parte dessa atitude, que leva em consideração o impacto do neuromarketing. De uma forma ou outra, ela humaniza o comportamento de consumo nas pessoas.

Da academia para o mercado digital do marketing

O neuromarketing, quando bem aplicado, ativa no cérebro a região do Neocórtex, responsável por ter o controle do raciocínio do ser humano e sua sociabilização. Características fundamentais para o processo de tomada de decisão, a partir de suas preferências, escolhas pessoais e características determinantes.

Os estímulos provocados pelos meios de comunicação conversam com outras divisões do cérebro: o Reptiliano e o Límbico. Estes são ativados pelos estímulos, passando a informação para a pessoa de que aquele produto ou serviço é importante para a sua sobrevivência, baseado em emoções e memórias.

Estilos e estratégias

A partir do momento que o objetivo estratégico é atingir os sentimentos das pessoas, em uma ação mais humanizada, devem ser pensadas quais ferramentas e métodos práticos podem ser utilizados.

Atualmente, o processo de marketing digital se expande, justamente por conta de priorizar essas necessidades mais humanas e utilizar a empatia social para levar soluções ideais.

Storytelling

Na tradução literal, é você atingir um possível cliente ou um público-alvo da marca, a partir de uma narrativa. De contar uma história evocativa, relacionada com questões que esse público-alvo conheça.

A partir desta familiaridade, em um uma linguagem mais simples e amigável, o engajamento pode ser mais direto e próximo. Por exemplo, é mais fácil você utilizar uma história, criar personagens e tom de voz em uma campanha (audiovisual, impresso, digital) para reforçar algum conceito ou característica da marca.

Continuidade

Por conta das mídias sociais aproximar cada vez mais as marcas de seu público-alvo, é necessário tentar não interromper a comunicação com ele. É como se essa pessoa visitasse sua loja todo dia, seja para comprar os mesmos produtos ou para buscar novidades.

Nessas “visitas”, o público-alvo obtém mais informações sobre sua marca. Seria o primeiro a reparar se você mudasse a fachada da empresa, será o primeiro a notar que você mudou sua identidade visual e alterou a foto de perfil no Facebook.

A fidelização e a permanência desse diálogo impacta diretamente nas emoções desse público. Ele se sente acolhido, bem atendido, lembrado. Suas considerações, preferências e, principalmente, comportamento de consumo é incorporado ao modo de se comunicar.

Não é magia. É ciência.

É mais do que uma simples estratégia de marketing. É um estudo com base científica que visa entender como o ser humano reage aos estímulos de produtos. A partir desse complexo estudo e dos resultados, as estratégias de vendas serão mais eficientes.